Boss Bass Vivendo no Mundo material a Última tentação

Sobre viver no mundo material



Modulação é a palavra chave deste projeto que pauta as vertentes eletrônicas.
O futuro da música Pós-revolução Digital é estimular o uso da arte como ferramenta de transformação social.
Boss Bass vem abordando o Universo musical ligado as novas tecnologias que causam mudanças na música mundialmente.
A transformação pela arte através da coragem de quem se manifesta.
A revolução através da ação.
O futuro da música é agora.
Recortando e colando.
Temos aqui a satisfação e a atitude de quem cria e estimula a sensibilidade humana.

Boss Bass teve seu início no ano de 2011, com o lançamento do álbum "Love for Everyone Everywhere", no mesmo ano concorreu ao prêmio Dynamite na categoria como melhor álbum de música eletrônica. Estampou os principais blogs relacionados a música e comportamento com o lançamento do seu disco apresentando sua leitura do dubstep com influência de outros ritmos eletrônicos como o Drum and Bass e Dub.
O Dubstep reflexivo, como foi classificado pela mídia no ano de seu lançamento, seguiu seu caminho se desenvolvendo através do tempo, e no ano de 2013 lança seu segundo disco intitulado “Até Que a Luz nos Leve”. Nesse segundo trabalho, o produtor se aprofundou ainda mais em referências de ritmos jamaicanos e conta com a participação de outros artistas para continuar dando vida a sua atmosfera musical e reflexiva.
Diferente do primeiro álbum, “Até que a luz nos leve” teve participação de músicos do Rio de Janeiro e São Paulo, que cantaram em algumas faixas, dando continuidade na preocupação que desde o início o projeto carrega de promover discursões em torno da existencialidade.
Continuando no ano de 2013, Boss Bass tem uma faixa de seu disco recém lançado, integrando a coletânea francesa “Poulp Up Brazil” do selo Fresh Poulp Records.
O resultado foi a vinculação da faixa “Até Que a Luz nos Leve” no programa Meltin’ Dub [0204] na rádio web francesa, e a faixa “o essencial” foi veiculada na programação da rádio Solénoide (França), e difundida para mais 20 rádios espalhadas pela Bélgica, França e Itália. A transmissão tinha o intuito de mostrar os novos nomes na cena Bass Culture mundial, apresentando as novas sonoridades que a música Bass vem alcançando.
Em 2016, foi o ano da sonoridade do Boss Bass alcançar as telas com o convite para participar da trilha sonora do documentário Juventude Conectada, produzido pela Buriti Filmes.
Afirmando mais uma vez a classificação de dubstep reflexivo, Boss Bass participou em com 3 faixas no documentário, em 3 episódios que são voltados para discursão de ativismo e causas sociais.
Esse contato com as telas e a dinâmica de trilha sonora deu inspiração para o próximo disco que viria a se chamar, “Vivendo no Mundo Material a Última tentação”.



Vivendo no mundo material a última tentação, observa a dualidade entre dois caminhos: o visceral e o espiritual.

“Essa é uma narrativa, de tantas horas nesse espaço tempo curvado, do trecho do universo em que estamos experimentando situações em nosso dia a dia, que promovem nossa evolução ou degradação em meio aos horrores da existência material.”

A obra narra uma passagem de tempo e as emoções que surgem resultadas de uma série de acontecimentos, em meio ao caos e as tribulações da vida.
Voltando a fórmula inicial, de composição do primeiro disco, o produtor optou por trabalhar sozinho nesse novo projeto, que traz uma sonoridade mais instrumental, recheado de batidas quebradas e baixos pesados, que provocam sensações singulares, uma atmosfera de ecos, combinações sonoras, alternando com climas sombrios e eufóricos.
Essa linha de tempo sonora, abre a discursão de como nos relacionamos com as outras pessoas e conosco, no que você ajuda ou prejudica a si mesmo ou ao próximo, influenciado por essa cultura de degradação e competição na qual vivemos nesse momento.
A vida se desloca pelo tempo, promovendo experiências, a existência se desdobra além do bem e do mal, da tentação, do medo, da insegurança, da acessão, da queda, do julgamento e da redenção.
Essa é a reflexão na qual quero levar as pessoas a experimentarem. Observando o tempo e os acontecimentos que ocorrem em nossas vidas e todas as flutuações de emoções que carregamos em nossas dualidades para se manter no lado do bem ou no lado do mal, é o que nos tornamos do resultado de tudo isso, no final de nossa jornada.


Boss Bass Vivendo no mundo material a última tentação

“Essa é uma narrativa, de tantas horas nesse espaço tempo curvado, do trecho do universo em que estamos experimentando situações em nosso dia a dia, que promovem nossa evolução ou degradação em meio aos horrores da existência material.”


21h 05min... Desde o berço te ensinam a desejar o que você não precisa e lutar por isso.
21h 15min... Nessa sociedade desigual, que exemplifica o errado como certo, a fúria sempre se manifesta como resposta a frustração.
22h 10min... Sempre presente nos condicionamentos emocionais que recebemos, e pela constante insatisfação de não se realizar o que se deseja.
22h 22min... A humanidade segue sem rumo em meio a todas as ofertas ilusórias de satisfação.
23h 32min... Indivíduos presos em si mesmos pela apatia, numa luta solitária de ganhar um jogo sem vencedor.
23h 47min... Pelo destaque e pelo poder a sociedade segue indiferente a si mesma. Lutam entre si pelo o que não precisam.
00h 01min... Surge mesclada a sensações de estranheza pelo conflito do interno com o externo.
00h 27min... Se faz naquele que busca por dentro e ignora o lado sujo de fora.
01h 01min... De permanecer ao lado do duplo entre o de cima e o de baixo.
01h 59min... Segue como fonte de controle e limite. É dele que tiram seu sustento.
02h 15min... Que se confunde com felicidade e bem-estar, mostra a fragilidade das emoções entorpecidas pelas ofertas ilusórias.
03h 20min... Que te coloca no jogo de superar, sem prêmio e nem vencedor, apenas sofredor.
04h 40min... Para enxergar a prisão que você próprio criou, treinado desde o berço para isso.
05h 59min... Que diminui a angustia da falsa corrida sem vencedor, faz-se olhar por dentro e medir a ilusão que se tem que escapar.